Fabio Saba

Interferir na rotina diária e mudar o comportamento das pessoas não é tarefa para qualquer um. Esse é ums dos papéis da academia e do profissional de Educação Física e, para atingir os resultados, é preciso muita preparação e treinamento. O aluno precisa ser convencido a mudar seus hábitos. Precisa entender que o dia-a-dia trará o resultado requerido.
Por exemplo, não é com ordens ou ameaças - nem mesmo com as mais terríveis estatísticas - que se convence uma pessoa a adquirir e manter hábitos saudáveis. Pode até ser fácil persuadi-la a começar a prática de exercícios, mas, se não houver motivação permanente, ela vai desistir mais facilmente ainda. Na maioria dos casos, o que torna duradoura a decisão pela prática regular de exercícios físicos é a relação professor-aluno.
Durante uma atividade física orientada, seja de ginástica, dança, luta ou jogo, o aluno “entrega-se” ao professor em uma relação de extrema confiança. Por isso, o professor não pode iludir seus alunos, prometendo resultados físicos impossíveis em tempo recorde e satisfação imediata, até porque a realidade da Educação Física é algo muito diverso do que alardeiam certas capas de revistas com propagandas enganosas, e os resultados obtidos, sejam eles mensuráveis ou não, são sempre absolutamente particulares.
Além da confiança, o bom professor, sustentado pelos conhecimentos científicos, aliados à sua experiência profissional e ao bom senso, oferece aos alunos desafios na medida de seu potencial e incentiva-os a se empenhar para vencê-los, levando sempre em conta o processo de conquistas, das mais modestas às mais significativas.